Injeção intravítrea em São José do Rio Preto
O Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. é médico oftalmologista com atuação em retina e aplica injeção intravítrea no HIMO. Esta página explica, passo a passo, como é o procedimento.
O que é a injeção intravítrea?
É a aplicação de um medicamento dentro do olho, no vítreo, que é o gel transparente que preenche o fundo do olho. O medicamento age direto na retina doente, em vez de circular pelo corpo inteiro. O procedimento é feito no centro cirúrgico do HIMO, em ambiente estéril, com anestesia em colírio, e dura poucos minutos.
Para quais doenças a injeção é indicada?
As indicações mais comuns são a degeneração macular relacionada à idade na forma exsudativa, o edema macular diabético, o edema causado por oclusão de veia da retina e o edema ligado a inflamações dentro do olho. Existem outras indicações, menos frequentes. A escolha depende do exame e da OCT, e é definida caso a caso.
Indicações mais comuns
- Degeneração macular relacionada à idade na forma exsudativa, também chamada de úmida ou neovascular Ver degeneração macular
- Edema macular diabético e retinopatia diabética Ver retinopatia diabética
- Edema por oclusão de veia da retina Ver o texto sobre oclusão de veia da retina
- Edema macular cistoide das uveítes, que são inflamações dentro do olho. Em parte desses casos é usado um implante de dexametasona, que libera o medicamento aos poucos
Outras indicações
- Doenças isquêmicas da retina, em que a retina fica mal irrigada, com edema e hemorragias
- Membranas neovasculares, que são vasos anormais crescendo embaixo da retina, ligadas a alta miopia, a inflamações, a estrias angióides, à coriorretinopatia serosa crônica, a trauma com ruptura das camadas de trás da retina, a osteoma de coróide, a coroidite multifocal, ou sem causa identificada
- Vasculopatia polipoidal da coróide
- Edema macular depois da cirurgia de catarata, chamado de síndrome de Irvine-Gass
A injeção no olho dói?
A maior parte das pessoas descreve pressão, e não dor. Antes da aplicação são pingados colírios anestésicos e um antisséptico. Um pequeno afastador mantém a pálpebra aberta, para que você não precise segurar o olho aberto. A agulha é fina e a aplicação leva segundos. O olho pode ficar irritado e sensível nas horas seguintes.
Como é o dia da aplicação, passo a passo?
- Você chega ao HIMO no horário combinado e é levado ao centro cirúrgico, onde a aplicação é feita em ambiente estéril. Vá acompanhado, se puder.
- A pupila é dilatada com colírio, quando necessário.
- São pingados colírio anestésico e antisséptico na superfície do olho e na pálpebra.
- Um afastador mantém a pálpebra aberta. Você olha para o lado que o médico pedir.
- O medicamento é aplicado. Leva segundos.
- O olho é limpo e você recebe as orientações por escrito.
- A visão pode ficar embaçada e você pode ver pontos escuros flutuando por algumas horas.
Quantas injeções são necessárias?
Não existe número fixo. O tratamento costuma começar com uma sequência de aplicações mensais e depois seguir por reavaliações com OCT, que mostram se ainda existe líquido na retina. O intervalo entre as aplicações é ajustado pelo exame, e não pelo calendário. Esse plano é definido na consulta, para o seu caso.
Quais são os riscos?
Como todo procedimento, a injeção intravítrea tem riscos. Os mais comuns são desconforto, olho vermelho e mancha vermelha na parte branca do olho, que desaparece sozinha. Complicações graves, como infecção dentro do olho, são raras, e é por isso que a técnica usa antissepsia e material estéril. Os riscos do seu caso são explicados na consulta.
Quando procurar atendimento depois da aplicação?
Procure atendimento no mesmo dia se aparecer dor forte e crescente, piora importante da visão, vermelhidão intensa ou grande sensibilidade à luz nos dias seguintes à aplicação. Esses sinais precisam ser avaliados rápido. Ligue para (17) 3214-4455 ou procure um pronto atendimento oftalmológico.
DOUTORADO
Doutorado concluído na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, em 2020, com um ensaio clínico que comparou dois medicamentos para o edema macular diabético persistente.
Por que isso importa aqui: edema macular diabético é a causa mais comum de perda de visão no diabetes, e é uma das condições tratadas com laser e com injeção pelo Dr. Murilo.
"Ensaio clínico randomizado comparando triancinolona e bevacizumabe para tratamento do edema macular diabético persistente" · FMRP-USP, 2020
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Pelo WhatsApp da central do HIMO ou pelo telefone (17) 3214-4455. Diga o que você está sentindo e que a consulta é com o Dr. Murilo.
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