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Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. CRM-SP 121547 · RQE 37181

CRM-SP 121547 · RQE 37181

Mancha ou perda de nitidez no centro da visão: o que pode ser

Um dos motivos mais comuns depois dos 60 anos é a degeneração macular relacionada à idade, a DMRI. Ela atinge a visão de detalhe e costuma poupar a visão de lado. O Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. é médico oftalmologista com atuação em retina e avalia, examina e trata essa condição em São José do Rio Preto.

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O que pode ser uma mancha no centro da visão?

A mancha no centro costuma vir de um problema na mácula, a parte da retina responsável pela visão de detalhe. A causa mais comum depois dos 60 anos é a degeneração macular relacionada à idade. Também pode ser edema, acúmulo de líquido ou alteração dos vasos. O que diferencia uma coisa da outra é o exame.

Como os pacientes descrevem o que enxergam?

A grade abaixo é a mesma usada no consultório para conversar sobre a visão central. Ela não avalia a sua visão e não devolve resultado. Os três botões mostram como pacientes com degeneração macular costumam descrever o que veem. Serve para você reconhecer o que sente e conseguir nomear isso na consulta.

Esta peça é informativa. Ela não avalia a sua visão, não dá resultado e não substitui a consulta.

Fig. 5 · Grade de Amsler

Escolha uma das três descrições abaixo para ver como a grade fica em cada caso. Nenhuma delas é um resultado sobre a sua visão.

NOTA CLÍNICA

A grade de Amsler não substitui o exame de retina. Em uma revisão de estudos publicada na JAMA Ophthalmology em 2023, o teste deixou de identificar cerca de um em cada três casos de degeneração macular neovascular, o que corresponde a uma sensibilidade de 67%. Em quem já tem a forma seca da degeneração macular, o teste também dá alarmes falsos: acertou só 63% das vezes em que a forma neovascular não estava presente. Enxergar as linhas retas não afasta a doença. Quem já tem diagnóstico de degeneração macular deve manter os exames combinados com o médico, independentemente do que vê na grade.

JAMA Ophthalmology 2023;141(4):315-23 · Bjerager J et al.

Verificar na fonte ↗

Como usar a grade

O acompanhamento da retina é feito no consultório, com mapeamento de retina, OCT e retinografia. São esses exames que mostram alterações que a grade não mostra.

O Dr. Murilo recomenda pouco o uso da grade em casa. Ele prefere explicar os sintomas na consulta e acompanhar com exame. Se ainda assim você quiser olhar a grade, olhe assim:

  1. Use os óculos de perto, se você usa.
  2. Segure a grade a uma distância de 30 a 40 centímetros dos olhos.
  3. Fique em um ambiente bem iluminado.
  4. Cubra um olho de cada vez com a palma da mão, sem apertar.
  5. Olhe fixamente para o ponto do meio e, sem tirar os olhos dele, observe as linhas ao redor.
  6. Repita com o outro olho.
  7. Se algo mudar em relação à última vez que você olhou, marque uma avaliação. Não espere a próxima consulta marcada.
Ajustar o tamanho da grade na tela

Encoste um cartão de banco na tela e arraste até que ele fique do mesmo tamanho da figura. Isso ajusta o tamanho da grade ao seu aparelho.

Este ajuste corrige apenas o tamanho da grade na tela. Ele não muda a precisão do que a grade consegue mostrar.

Com o nome do que você sente, a consulta rende mais. A avaliação da retina é feita com exame do fundo do olho e OCT.

O que é a degeneração macular relacionada à idade?

É uma doença da mácula, a área central da retina, que aparece com o envelhecimento e afeta a visão de detalhe: ler, reconhecer rostos, enxergar números. A visão periférica, a de lado, costuma ser preservada. É por isso que a DMRI compromete tarefas finas sem apagar o campo de visão inteiro.

Ilustração do olho cortado ao meio, visto de lado, com as estruturas indicadas por setas: córnea, humor aquoso, íris, cristalino, corpo ciliar, humor vítreo, esclera, coroide, retina e, no fundo do olho, a mácula e a fóvea, área central da visão. (abre a imagem ampliada em nova aba)

Fig. 8 · O olho em corte, visto de lado. Toque para ampliar.

A luz entra pela córnea, atravessa o cristalino e o humor vítreo e chega à retina, no fundo do olho. A mácula é a área bem no centro desse fundo, responsável pela visão de detalhe. É ela que a DMRI atinge.

A DMRI leva à cegueira total?

A DMRI atinge a visão central. A visão periférica costuma continuar, o que significa que a pessoa em geral mantém a noção de ambiente e de deslocamento. Perder a visão de detalhe já é grave e muda a vida, e por isso o diagnóstico precoce importa. O que o tratamento busca é preservar a visão que existe.

Qual a diferença entre a DMRI seca e a neovascular?

Na forma seca, a mácula se desgasta aos poucos e a perda de visão costuma ser lenta. Na forma neovascular, também chamada de úmida, crescem vasos anormais embaixo da retina que vazam líquido ou sangue, e a piora pode ser rápida, em dias ou semanas. As duas formas são acompanhadas, e as duas podem ter tratamento com injeção intravítrea.

Na fase avançada da forma seca, chamada de atrofia geográfica, pode ser discutido o uso de injeções intravítreas de anticomplemento (pegcetacoplana e avacincaptade pegol), aprovadas nos Estados Unidos em 2023. São aplicadas todo mês ou a cada dois meses e têm custo alto. Elas ajudam a reduzir um pouco a evolução da degeneração, mas não interrompem a doença nem a curam.

A forma úmida é tratada com as injeções intravítreas de anti-VEGF, usadas desde 2005 e hoje consagradas. As mais recentes são o aflibercepte de 8 mg e o faricimabe.

Quem tem mais risco de ter DMRI?

O principal fator é a idade, e o risco aumenta a partir dos 60 anos. Histórico da doença na família e tabagismo também aumentam o risco. Quem tem parente de primeiro grau com degeneração macular deve manter a avaliação da retina em dia, mesmo enxergando bem.

Como o diagnóstico é confirmado?

Com o exame do fundo do olho e com a OCT, que mostra as camadas da mácula em corte e revela líquido que o exame clínico não mostra. Em parte dos casos é feita a angiofluoresceinografia, que mostra vazamento dos vasos. É esse conjunto que separa a forma seca da neovascular.

Entender cada exame de retina

Como é o tratamento da DMRI neovascular?

O tratamento mais usado é a injeção intravítrea, aplicada no centro cirúrgico do HIMO, em ambiente estéril, com anestesia em colírio. Ela age sobre os vasos anormais que vazam embaixo da retina. Em geral começa com uma sequência de aplicações e segue com reavaliações por OCT, que mostram se ainda há líquido. O plano é definido caso a caso.

Ver como é a injeção intravítrea, passo a passo

Onde e como marcar?

No HIMO, em São José do Rio Preto. O agendamento é pelo WhatsApp da central ou pelo telefone (17) 3214-4455.

O WhatsApp da central do HIMO recebe apenas mensagens de texto.