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Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. CRM-SP 121547 · RQE 37181

Publicado em 25/09/2026 · Revisão médica: Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. · CRM-SP 121547 · RQE 37181

Edema macular diabético: por que a visão embaça mesmo com o açúcar controlado

O edema macular diabético é a causa mais comum de perda de visão em quem tem diabetes, e pode aparecer mesmo em quem controla bem o açúcar. O Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. é médico oftalmologista com atuação em retina, CRM-SP 121547 · RQE 37181, e trata essa condição em São José do Rio Preto. Este texto explica o que é o edema macular diabético, qual exame mede o líquido e como é o tratamento.

O que é o edema macular diabético?

O edema macular diabético é o acúmulo de líquido na mácula, que é a parte central da retina, a responsável pela visão de detalhe. O açúcar alto por anos danifica os vasos pequenos da retina, que passam a vazar. Quando esse vazamento chega ao centro, a mácula incha e a visão de detalhe embaça, mesmo com o resto da retina funcionando.

O edema macular diabético não é a mesma coisa que retinopatia diabética. A retinopatia diabética é o conjunto do dano nos vasos da retina. O edema macular diabético é uma das consequências desse dano, a que atinge o centro da visão. É possível ter retinopatia sem edema, e é possível ter edema em qualquer fase da retinopatia.

Desenho didático · o fundo do olho, de ponta a ponta.
Ver retinopatia diabética e visão embaçada

Por que a visão embaça mesmo com o açúcar controlado?

Porque o controle do açúcar reduz o risco, mas não apaga o dano que os vasos já sofreram. A retinopatia diabética se forma ao longo de anos e continua existindo depois que os exames de sangue melhoram. Além disso, a visão embaçada no diabetes nem sempre vem da retina: a variação do açúcar muda o grau por alguns dias, e a catarata é mais frequente.

Existe ainda uma situação que confunde muita gente: quando o açúcar, depois de muito tempo alto, cai rápido demais, a retinopatia pode piorar por um período antes de estabilizar. Isso não é motivo para deixar de controlar o diabetes. É motivo para fazer o exame de retina junto com a mudança de tratamento, e não depois.

Dá para ter edema macular diabético sem perceber?

Sim, e é comum no começo. O líquido pode se acumular fora do ponto exato da visão central e não dar nenhum sintoma, ou dar um embaçamento leve que a pessoa atribui ao cansaço ou ao grau do óculos. É por isso que o exame de retina é feito por rotina em quem tem diabetes, e não apenas quando a visão muda.

Qual exame mede o líquido na mácula?

A OCT, tomografia de coerência óptica. Ela fotografa a retina em corte, mostra em que camada está o líquido e mede a espessura da mácula em micrômetros. Por ser uma medida, a OCT permite comparar um exame com o outro e dizer se o líquido diminuiu. É essa medida que orienta a decisão do tratamento, junto com o que a pessoa enxerga.

A OCT não dói, não precisa de agulha e leva poucos minutos. Na maior parte das vezes a pupila é dilatada com colírio antes do exame, o que embaça a visão de perto por algumas horas. Não dirija depois. Vá acompanhado, se puder, e leve óculos escuros.

Quando o tratamento é injeção e quando é laser?

A injeção intravítrea é o tratamento mais usado quando o líquido atinge o centro da mácula, porque age sobre o vazamento dos vasos. O laser é usado quando o vazamento está fora do centro e em parte dos casos que não respondem bem às injeções. Os dois também podem ser combinados. A escolha depende do que a OCT mostra em cada olho.

Por que o intervalo entre as injeções muda?

Porque o intervalo é decidido pelo exame, e não pelo calendário. O tratamento costuma começar com uma sequência de aplicações mensais. Depois, cada retorno tem OCT, e o resultado dela define se a próxima aplicação fica mais perto ou mais longe. Olhos que ficam secos por mais tempo espaçam; olhos que voltam a acumular líquido encurtam o intervalo.

É por isso que duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter planos de tratamento diferentes, e é por isso que faltar ao retorno atrapalha mais do que parece: sem a OCT do dia, não há como decidir o intervalo seguinte.

A visão volta depois do tratamento?

Depende do que foi afetado e de há quanto tempo. Quando a perda vem do líquido, tirar o líquido pode melhorar a visão. Quando as células da mácula já sofreram dano, a parte perdida não se recupera, e o objetivo passa a ser preservar a visão que existe. É uma avaliação individual, feita com o exame na mão.

Existe pesquisa publicada sobre esse assunto aqui?

Sim. O doutorado do Dr. Murilo, concluído em 2020 na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, foi um ensaio clínico que comparou dois medicamentos para o edema macular diabético persistente. A tese está publicada com texto completo aberto no repositório da USP e pode ser lida por qualquer pessoa.

DOUTORADO

Doutorado concluído na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, em 2020, com um ensaio clínico que comparou dois medicamentos para o edema macular diabético persistente.

Por que isso importa aqui: edema macular diabético é a causa mais comum de perda de visão no diabetes, e é uma das condições tratadas com laser e com injeção pelo Dr. Murilo.

"Ensaio clínico randomizado comparando triancinolona e bevacizumabe para tratamento do edema macular diabético persistente" · FMRP-USP, 2020

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Quando procurar avaliação?

Quem tem diabetes faz exame de retina pelo menos uma vez por ano, mesmo sem sintoma, e com intervalo menor quando já existe alteração. Fora da rotina, qualquer mudança na visão é motivo de avaliação: embaçamento novo, mancha que não sai, pontos escuros que aparecem de uma vez. A frequência do acompanhamento é definida pelo médico.

Quer avaliar o seu caso?

O agendamento é pelo WhatsApp da central do HIMO, em São José do Rio Preto, ou pelo telefone (17) 3214-4455.

O WhatsApp da central do HIMO recebe apenas mensagens de texto.